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outubro 28, 2004

compra JÁ

Publicado por vitorsilva às 09:44 AM

outubro 27, 2004

notas para um passeio transmontano - anexo I - arquitetura

in
Arquitectura Tradicional Portuguesa
ISBN 9722023977
Autor(es) Oliveira, Ernesto Veiga de
Editora Dom Quixote

A casa popular transmontana, embora incluída na categoria geral da casa nortenha, de pedra, de rés-do-chão e andar funcionalmente distintos, e com a varanda e escada exterior, apresenta aspectos muito diversos da casa do Noroeste atlântico, e pode-se considerar uma forma própria característica, postulando talvez a natureza específica de certos elementos e mesmo o exclusivismo das suas origens. Como naquela, na casa transmontana o rés-do-chão destina-se a arrecadações e lojas de gado.
As casas grandes, ou aquelas que se encontram isoladas das demais, possuem, como traço característico, um pátio que fica ao lado ou no meio da casa, e para onde dão as lojas, e onde se acumulam os estrumes, e que leva o nome de curral ou curralada.
Quando é lateral, a curralada abre para a rua por um portal de dois batentes que se segue à fachada da casa e faz a serventia de animais e carros; e em redor dela dispõem-se certos anexos, palheiros, o cabanal de recolha de alfaias e carros, etc.; e por vezes também a passagem para uma horta ou cortinha.
O material de construção predominante é o xisto. São dignas de menção especial as colunas feitas de pequenos blocos ou lascas desta pedra, de forma cilíndrica ou ligeiramente cónica, como suportes de varandas ou alpendres, que se usam em grandes áreas desta província.

A escada, como dissemos, é normalmente exterior, de pedra, e conduz sempre à varanda ou, em casos típicos, a um patamar de entrada. Nas casas arruadas ela situa-se quase sempre na frontaria, partindo da rua, encostada ou perpendicular à parede.
Nas áreas de xisto os degraus são muitas vezes de placas desse material, de um aparelho extremamente tosco.

Em Trás-os-Montes, embora sejam frequentes os telhados de quatro águas, especialmente em casas isoladas ou de maior vulto, predominam os de duas águas, que são em geral compridas e pouco inclinadas. Mas, como já tivemos ocasião de notar, estes telhados diferem essencialmente dos telhados do mesmo tipo, da zona atlântica serrana, de colmo, com cápeas e guarda-ventos. Em certas aldeias, as casas contíguas mostram muitas vezes um telhado seguido – quase único -, que as recobre a todas ou parte delas.
A cobertura, na maioria dos casos, é de telha, pelo menos actualmente; mas são numerosas as zonas onde ela é de placas de xisto.
Na área do xisto são frequentes os beirais deste material, sobre os quais assenta a telha; e mesmo nas zonas de contacto vêem-se casas com paredes de granito que têm esses beirais de xisto.
Estes telhados não mostram quaisquer elementos decorativos, e mesmo as chaminés são raras e de divulgação recente. Dão a estas o nome de chupões ou bueiros, e são geralmente baixas, com a forma de paralelepípedos estreitos, ou, muito mais raramente, de pirâmides truncadas. Onde a cobertura é de xisto é também desse material que se fazem os chupões; nos outros casos eles são normalmente de chapa.

O elemento fundamental destas casas, e que marca sem dúvida a sua originalidade, é a varanda, que se pode considerar de uso absolutamente geral, e que, embora comparável à varanda da casa do Noroeste, mostra características próprias e especiais.
A varanda não tem lugar definido na casa transmontana.
Nas casas com curralada lateral, a varanda situa-se na fachada que dá para esse lado, e a escada que ascende a ela nasce do portal alpendrado e pode dispor-se no seu prolongamento encostada àquela fachada, ou perpendicular a ela, a meio ou num dos seus topos.
A varanda é sempre coberta pelo telhado ou por um seu prolongamento; quando ela é comprida, o frechal que lhe corresponde pousa em prumos que se erguem do peitoril, geralmente simples barrotes de madeira postos ao alto, com cachorros do mesmo material, por vezes rudimentarmente decorados, outras disfarçados sob galerias de fantasia; mas, em casos mais raros, esses apoios podem ser belas colunatas de pedra.
Com grades ou resguardos, estas varandas podem mostrar apenas um varal horizontal, apoiado em prumos espaçados ou em balaústres, que podem ser lisos ou vazados e abertos em arabescos e desenhos vários, ou ainda em grades de ferro, simples ou com lavores. Em certas regiões usam-se também grades de ripas ou uma vedação de tábuas de forro. Nas casas urbanas, onde a varanda é também o elemento característico, a grade é geralmente de balaústres lisos.
Quando as casas têm mais do que um andar sobradado, encontra-se geralmente no último uma varanda que, normalmente, é estreita. Não é raro mesmo verem-se varandas sobrepostas, às vezes de tipos diversos, nos dois ou mais andares de prédios.
A varanda no andar superior e uma solução frequente na casa urbana transmontana, nas cidades e vilas da província, e até em certas aldeias de feição urbana. E o costume tm uma força tão grande que se vêem varandas que se elevam acima do telhado ligadas à casa apenas por uma porta que abre para o sótão.
Pela sua função e forma geral, a varanda transmontana aproxima-se, como dissemos, da varanda minhota. Num caso como no outro, os antigos “nela espadelaram e fiaram o linho, seroaram no Verão, secaram o cereal, estenderam a roupa, guardaram a alfaia, rezaram o terço, fizeram as bodas”; ela serve de refúgio no Verão, de repouso nocturno, de agasalho no Inverno; e até nela se põem os vasos de flores que o povo tanto aprecia. Mas ela é essencialmente diferente daquela: enquanto a varanda minhota é larga e assenta normalmente em grandes pilares e padieiras de granito, a transmontana é toda de pau. A varanda minhota é, na verdade, um anexo da lavoura; em Trás-os-Montes, para lá desse aspecto, que tem aliás grande relevo, ela é uma parte integrante da casa, relacionada além disso com a vida doméstica e colectiva da aldeia; a varanda transmontana tem a mesma natureza, em ambos os casos, e sobretudo na varanda alta e estreita – desconhecida no Minho -, sobreleva mesmo o carácter urbano.

Interiormente a casa transmontana não apresenta quaisquer particularidades distintivas. Como na área atlântica nortenha, também aqui a cozinha é a divisão essencial da casa, onde decorre o mais importante da vida de relação familiar. Ela situa-se geralmente no andar, e, como a chaminé é rara, é de telha-vã, para permitir a saída do fumo. Na ponta extrema do nordeste da província a cozinha é frequentemente mais pequena e o lar fica, em certas regiões, no centro do compartimento. Ela abriga, como no Minho, geralmente o forno; mas nas aldeias serranas onde se conservam costumes comunitárias o forno caseiro não existe, porque toda a gente coze no forno comum do povo.
Como no noroeste, também na cozinha transmontana se vê sempre, ao lado da lareira, um grande banco – o escano.
É usual na cozinha transmontana o cubo ou embúdio, funil que comunica com a pia dos porcos, no rés-do-chão, por onde se lança a vianda para esses animais.

Publicado por vitorsilva às 11:50 AM

outubro 26, 2004

directamente do bau

We used to meet every Thursday Thursday
Thursday in the afternoon
For a couple of beers and a game of pool
We used to go to a motel a motel
A motel across the street
And the name of the motel was the Wagon Wheel
Oh
One day she said come on come on she said
Why don't you come back to my house
She said my husband's out of town
You know he's gone till the end of the month
Well I was just so nervous so nervous
You know I couldn't really quite relax
Cause I was never really quite sure when her
Husband was coming back
Sure one of the neighbors yea one of the neighbors
One of the neighbors that saw my car
And they told her yea they told her
I think they know who you are
Well her husband he's a violent man a very violent and jealous man
Now I have to leave this town I got to leave while I still can
We should have kept it every Thursday Thursday
Thursday in the afternoon
For a couple of beers and a game of pool
We should have kept it every Thursday Thursday
Thursday in the afternoon
For a couple of beers and a game of pool
She was pretty good too

morphine - cure for pain - thursday

Publicado por vitorsilva às 06:07 PM

outubro 25, 2004

passeio diario

ASP.NET - Usando segurança baseada em formulários
Providing a Richer Means for Entering Text Data
ASP.Net Remote Scripting

Publicado por vitorsilva às 10:03 PM

outubro 21, 2004

Notas para um passeio Transmontano 6/6

De volta a Vimioso
Em Azinhoso, depara-se-nos uma igreja românica do século XIII; de uma só nave, apresenta uma frontaria espaçosa com pórtico castiço na sua singeleza e um amplo frontão sineiro.

Penas Roias, conserva o seu velho pelourinho e uma esguia torre quadrangular em ruínas, que é o que resta da fortaleza construída sobre um morro que proporciona uma vista de dilatados horizontes.

Algoso foi outrora poderosa cabeça de um vasto concelho distinguido com forais e privilégios, chegando a abranger vinte povoados. Domina a ribeira de Angueira, afluente da margem esquerda do rio Sabor. Toda a sua história antiga está ligada à do altivo castelo erguido num promontório fragoso e alcantilado, a 681 m de altitude, pelo guerreiro Mendo Rufino que o deu a D. Sancho I em troca do senhorio de Vimioso. D. Sancho II concedeu Algoso, em comenda, à Ordem do Hospital que ali permaneceu durante séculos. Em 1710 os espanhóis saquearam e queimaram a vila de Algoso mas não conseguiram assenhorear-se dela. Do inexpugnável castelo, suspenso sobre o abismo, subsiste uma torre de onde se avista um panorama soberbo mas agreste. A igreja românica, com as armas reais, apresenta uma torre sineira digna de nota. A freguesia tem ainda a capela de Nossa Senhora da Assunção (ou do Castelo) e a Capela de São Roque. Em frente dos antigos Paços do Concelho podem ver-se o pelourinho e as ruínas do Solar dos Távoras.

Izeda, com os seus 1161 habitantes é mais populosa povoação rural de todo o concelho de Bragança; foi vila até 1855.

Publicado por vitorsilva às 10:25 PM

outubro 20, 2004

Notas para um passeio Transmontano 5/6

Mogadouro
2679 habitantes. Vila do distrito e diocese de Bragança, sede de concelho e de comarca; dista 91 km da sede de distrito. Situada a 775m de altitude, a parte antiga fica ao redor dum pequeno morro onde se ergue o castelo; a parte moderna ocupa uma esplanada espaçosa.

De origem árabe como o topónimo sugere, recebeu foral de D. Afonso III em 1272 e em 1297 foi doada por D. Dinis aos Templários; passou a ser da Ordem de Cristo em 1319 e da família dos Távoras a partir do século XV. Do outrora castelo possante, que se erguia dominador sobre vastos horizontes, resta uma torre de faces rectangulares. A antiga igreja matriz, situada no sopé do cabeço, é um templo quinhentista de uma só nave, com altares de talha barroca. Serve de igreja paroquial, porque mais espaçosa e central, a igreja do antigo convento franciscano (séculos XVI-XVII) destruído por um incêndio a meados do século XIX, tendo o seu local sido ocupado pelos actuais Paços do Concelho.

Publicado por vitorsilva às 10:19 PM

outubro 19, 2004

Notas para um passeio Transmontano 4/6

Miranda do Douro » Mogadouro
A barragem do Picote, situada num impressionante estrangulamento do rio, começou a ser construída em Agosto de 1954, e começou a funcionar e, Janeiro de 1958; a barragem tem a altura de 100 m e mede no coroamento 92,30 m, sendo a potência dos três geradores da ordem dos 180 MWh.

Na aldeia do Picote situa-se o Barrocal, um bairro construído nos anos 70, de estilo modernista, um exemplo arquitectónico muito conhecido e visitado por estudantes de todas as escolas de arquitectura e objecto destacado nas últimas “Jornadas Transfronteiriças de Bioconstrução e Arquitectura Tradicional em Trás-os-Montes”

POUSADA
"(...) Encontrei nas arquitecturas das barragens do Alto Douro a mais radical manifestação da Modernidade que até hoje vi em Portugal, a que estava a ser renovada, mesmo antes de se ter manifestado, como aqui, na pujança mais abstracta ou mais plástica. Primeiro a própria barragem, depois os equipamentos técnicos e finalmente as áreas residenciais. Todo este sistema se constitui de forma totalmente auto-suficiente. Separa-se ostensivamente dos povoamentos existentes e dos terrenos lavrados, recusando qualquer relação funcional ou formal com essa realidade. Procura terrenos selvagens, agrestes ou pedregosos para sobre eles implantar o seu novo mundo de utopia tecnológica.(...)"
POÇO DE ACESSO
“(...) A colaboração entre arquitectos e engenheiros vai revelar-se uma conquista preciosa pela consciência da importância do rigor, das sínteses eficazes com vista a objectivos preciosos e bem determinados para uns, mas também pela compreensão do valor da arte e da possível compatibilidade com a poética criadora na realização das grandes obras de engenharia.
(...) A mim emociona-me particularmente todo o conjunto de Picote, das as instalações técnicas da barragem, ao novo aldeamento com igreja, Centro Comercial, Escola, Casas dos operários Casas dos engenheiros, Pousada, Ténis, Piscina, etc. Arquitectura geométrica, modulada, afirmativa, de forte presença visual. Mas sempre articulada com as linhas da paisagem, numa sabedoria de implantação atenta ás formas naturais que parece directamente herdada da tradição helenística, como se fazia na construção de cidades como o Porto. (...)”

Publicado por vitorsilva às 11:10 PM

passeio diário

File Upload with ASP.NET
An Extensive Examination of the DataGrid Web Control
Adding a New Record to the DataGrid
Posting form data from ASP.NET page to another URL
Building a DataGrid with Add and Edit Features
ASP.NET DataGrid Paging Part 2 - Custom Paging

Publicado por vitorsilva às 11:08 PM

outubro 14, 2004

Notas para um passeio transmontano 3/6

Miranda do Douro
1813 habitantes. Cidade do distrito de Bragança e da diocesa de Bragança e Miranda, sede de concelho e de comarca.
Fica no cimo de uma encosta um tanto abrupta, a 687 m de altitude, na alcantilada margem do rio Douro, olhando para a vastidão planáltica da margem esquerda do rio que se estende na direcção de Zamora e Salamanca.

A origem do povoado onde viria a edificar-se Miranda do Douro continua desconhecida, mas os poucos indícios arqueológicos até hoje encontrados parecem fazê-lo remontar a um castro da Idade do Bronze. Nos princípios do século VIII, os mouros escorraçaram os visigodos e ocuparam a povoação, dando-lhe o nome de Mir-Hândul. Mas tanto Leite de Vasconcelos como o Abade de Baçal defendem que Miranda deriva do verbo latino “miror” (olhar de frente) geralmente associado a praças fronteiriças.
Para tentar povoar o local, D. Afonso Henriques, que a herdou de seus pais, vendo nela um ponto estratégico para a resistência ao poderia leonês, transformou a povoação em “couto de homiziados”, dando-lhes carta de foro em 1136. Mas foi D. Dinis, em 1286, quem elevou Miranda à categoria de vila, concedendo-lhe foral e mandando construir o castelo e a cercadura das muralhas, que ainda persiste. Já no século XVI, D. Manuel I mandou renovar o castelo e construir a Casa da Alfândega – que serviu de quartel à Guarda Fiscal até à extinção da corporação, já nos nossos dias.

O período áureo de Miranda do Douro começaria em 1545, quando o Papa Paulo III fundou a diocese de Miranda e, logo de seguida, o rei D. João III a elevou à categoria de cidade. Em pleno Renascimento, esta promoção haveria de constituir incentivo para o desenvolvimento económico e cultural. E também religioso: logo em 1552 se lança a primeira pedra para a obra da catedral – cuja construção iria levar 50 anos -, assistindo-se à renovação do tecido urbano da cidade, uma boa parte do qual ainda hoje se pode apreciar, passados mais de quatrocentos anos.

Do castelo restam actualmente apenas as poucas ruínas que subsistiram à explosão dos paióis de pólvora em 1762, quando a cidade se encontrava cercada (admite-se que tenha havido traição), em redor da antiga praça de armas e da torre de menagem medievel, que, apesar de ter sido desmantelada, mostra ter sido uma fortaleza possante.
Por bula de 27 de Setembro de 1780 a sua diocese ficou unidade à de Bragança com o bispo a residir nesta cidade, mas mantendo a igreja matriz de Miranda a categoria de Sé, ficando a diocese a denominar-se “de Bragança e Miranda”.

A recente construção da sua grande barragem hidroeléctrica, que permitiu o acesso a Espanha, fez com que nela se desenvolvesse notavelmente o comércio.
Aliás, na área do concelho encontram-se dois dos maiores empreendimentos hidroeléctricos portugueses ambos situados no troço do Douro internacional. A barragem de Miranda, construída junto a um brusco cotovelo do rio, dista apenas 1 km da Sé; iniciadas as obras em 1956, o primeiro grupo de geradores entrou em funcionamento no mês de Agosto de 1960; a barragem mede de coroamento 263 m, sendo de 80 m a sua altura acima das fundações; a potência total dos três geradores é de 174 MWh.

Publicado por vitorsilva às 09:30 AM

outubro 13, 2004

Notas para um passeio transmontano 2/6

De viagem até Miranda do Douro
Em Argozelo, 11 km a N, há para ver o castro do cerro Grande, o castro da Terronha, as inscrições romanas no promontório da Tera do Castelo e a Capela de São Bartolomeu.
Caçarelhos, 12 km a E, possui um magnífico cruzeiro (século XVIII), a capela de Santo Cristeo em estilo joanino e as quatro grutas de mármore de Santo Adrião descobertas em 1852 e 1866; o jazigo, com mais de 6 km de comprimento no sentido NE-SO, contém mármores e alabastros de incontestável beleza.
Senhora da Luz, início da fronteira terrestre com Espanha. É o ponto mais alto do planalto mirandês, palco de uma das mais curiosas romarias transmontanas. No último domingo de Abril, portugueses e espanhóis fazem da festa uma feira franca, para desespero das polícias. Acabada a romaria, a Senhora da Luz é um local ermo, com uma vista como talvez só o castelo de Algoso é capaz de oferecer. Um homem, isolado, passa ali os dias. Está só porque os portugueses não têm ninguém para vigiar fogos. Porque os polícias já se foram embora. Porque, afinal já não há fronteiras.
Paradela, aldeia pequena e vazia por onde entra o Douro em Portugal. É o extremo leste do país. Um pequeno percurso a pé leva à barragem.

Publicado por vitorsilva às 10:46 AM

outubro 11, 2004

Notas para um passeio transmontano 1/6

Vimioso
1171 habitantes. Vila do distrito de Bragança, sede de concelho e de comarca; dista 54 km da sede de distrito.
O mais antigo documento referente a esta povoação data de 1187 e respeita à aquisição por D. Sancho I do “chão” para fundar uma “cidade”. Porém o seu povoamento só se processou no reinado de D. Sancho II.

O casario dispersa-se por largo outeiro, a 700m de altitude, implantado entre os rios Angueira e Maçãs, que se unem antes de confluírem na margem esquerda do Sabor.
Na região de que Vimioso é cabeça restam vestígios de quatro povoações castrejas, uma das quais no cabeço sobranceiro à vila conhecido por atalaia. Desta resta uma torre com restos de fosso, mas do antigo castelo afonsino nem vestígios há pois a fortaleza, arrasada pelos Espanhóis a 6 de Maio de 1762, foi terraplanada entre 1834 e 1861. Vimioso tornou-se vila e sede de concelho em 1515, conservando o seu pelourinho singelo.

A igreja matriz, construída durante o domínio filipino (1ª metade do século XVII), é um edifício espaçoso com dez botaréus de feição românica a reforçarem os muros que sustentam uma abóbada baixa de cinco tramos dotada de longas nervuras prismáticas cruzadas; a fachada apresenta duas torres assimétricas unidas por um balaústre, havendo sobre o pórtico uma curiosa fresta em vez da tradicional rosácea ou abertura ocular; o retábulo do altar-mor é todo em talha dourada.
Monumento medieval, o pelourinho, é formado por uma coluna que se eleva de uma base quadrangular de quatro degraus. O fuste, octogonal, é interrompido por uma cruz de granito de braços iguais, com semiesferas nos topos, e termina por um disco sobre o qual repousa o capitel. Remata o conjunto um tronco de cone encimado por uma semiesfera.

Publicado por vitorsilva às 07:21 PM

outubro 07, 2004

férias

onde já vão as férias e o meu passeio curto (muito) por arouca e arredores.
começou já a meio/fim da manhã com uma vista breve do mosteiro de arouca (sec. x), passeio curto pelas redondezas em obras, parece que em portugal o tudo o que seja aglomerado com mais de 4 ou 5 casas está em obras, e almoço no parlamento... uma bela posta arouquesa (mesmo para não apreciadores).
ainda dei um salto ao centro internet do sitio onde também recolhi mais alguma informação sobre percursos pedestres na região de arouca.
ficou ainda muito para ver na cidade/vila(?) mas segui para a serra da freita. paisagem deslumbrante, principalmente entre albergaria da serra / castanheira / mizarela. a não perder claro a imponente frecha de mizarela, uma queda de água com mais de 60m de altura e, só para dizer que já viram, a visita às pedras parideiras... fenómeno único no país e raríssimo no mundo mas não particularmente entusiasmante... enfim... se calhar se formos alguém que nos explique melhor o processo e para onde temos que olhar pode ser que seja interessante.
fiquei filado num percurso pedestre que começa em merujal, passa por mizarela, albergaria da serra, continua pela serra da freita e volta a merujal. são 13km mas já imagino fazê-lo num dia solarengo frio e seco de outono/inverno. hmmm.

Publicado por vitorsilva às 11:07 PM

outubro 04, 2004

kick-off?

será que é o inicio de uma nova tendência? espero bem que sim.
ainda há poucos meses tinha ouvido falar num estudo que colocava de novo a energia nuclear em cima da mesa no que diz respeito a alternativas aos combustiveis fosseis. seria um erro monumental na minha ignorante opinião, mas felizmente que há países interessados em verdadeiras soluções como as energias alternativas e não em pseudo-soluções que tirando o problemazito menor dos residuos nucleares é fantástica a nível de rendimento e eficiência energética.
obrigado suécia.

Suécia vai encerrar segundo reactor nuclear em 2005
"Depois de um referendo de 1980, a Suécia decidiu suprimir os seus doze reactores nucleares, distribuídos por quatro centrais, até 2010. Este objectivo foi abandonado em 1997 porque os responsáveis governamentais reconheceram que não teriam fontes de energia suficientes para a substituição.
Hoje, o Governo social-democrata minoritário no poder anunciou ter concluído um acordo sobre o reactor número 2 de Barsebaeck com os partidos do centro e de esquerda.
"Pensamos que a Suécia, no longo prazo, reunirá a totalidade do seu fornecimento de energia a partir de fontes renováveis", afirmaram os três partidos numa declaração comum.
Para substituir o nuclear, o Governo pretende promover as energias eólica, hidráulica, solar e de biodiesel. O gás natural será utilizado durante um período de transição."
Publico

Publicado por vitorsilva às 07:14 PM