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julho 19, 2004
passeio dominical
inicio na estação de s. bento. apesar das proteções que os azulejos mais em baixo têm, é possível apreciar a beleza da estação. (mental note: fotografar as paredes para ver com atenção as diferentes histórias lá representadas). curioso o suposto quintal que se consegue ver no fundo da estação na entrada dos túneis por cima da parede de pedra com a inscrição d. carlos i. logo na entrada da estação, do lado esquerdo, onde agora se compram os bilhetes, ficava antigamente uma estação dos correios que fechava à meia-noite a tempo de enviar a correspondência no comboio para lisboa.
seguimos para a sé para ver a torre dos doze (? acho que é assim que se chama) mas o domingo não é dia de turistas. esses certamente só passeiam pela cidade aos dias úteis das 10-12.30/14.30-17.30. custa ver os turistas pela cidade e monumentos de interesse fechados ou entaipados porque as obras que poderiam (?) ser feitas noutra altura ocorrem sempre (parece-nos) nas alturas em que as queremos visitar.
de qualquer forma temos sempre o contacto colorido (será politicamente correcto dizer isto?) com a população local, maioritariamente já numa faixa etária elevada e que se cruza aqui e ali com alguns drogaditos e crianças barulhentas.
entrada na r. d hugo pelo lado do paço da sé e seguir pela esquerda pela rua das verdades (pela direita vai-se até ao barredo como insistia calorosamente uma local a um turista italiano se não me engano que lá ia abanando a cabeça).
é uma zona curiosa esta. de passagem impossivel, a partir de certa altura, para os carros leva-nos a um porto não dos bairros sociais (viso, pasteleira, etc.) nem das ilhas mas a uma mistura entre a ruralidade decadente da zona de campanhã e as ruas fantasticas da zona do vale de massarelo. pena as casas velhas e abandonadas (quero dizer, mais velhas e mais abandonadas que no resto da cidade) e o lixo e degradação
(quero dizer, mais sujo e mais degradado que no resto da cidade) que nos acompanham.
mas surpresa mesmo é o pilar não metálico da ponte d. luis com que nos cruzamos na descida para a ribeira. é impressionante e inesperado. a ponte d. luis é metálica isso é algo que temos de tão adquirido como a água não ter sabor, mas ali aquele pilar mostra-nos aquela parte sempre escondida da ponte, ao lado da muralha naquele primeiro plano antes da descida vertiginosa para o rio.
por esta altura estamos no codeçal. um conjunto de casas mais ou menos por baixo da ponte com uma igreja ao lado com aspecto de estar fechada há muito tempo mas que pelos vistos tinha importância suficiente para ter uma daquelas placas explicativas das origens dos monumentos. aqui, para além do lixinho pelo chão, já podemos apreciar a vista sobre a ribeira, sobre a ponte, sobre gaia. será que isto compensa a envolvência... espero que os turistas achem que sim.
daqui para a frente é sempre a descer as escadas que vão dar mesmo em frente da entrada para o tabuleiro de baixo da ponte d. luis.
e já que estou aqui deixa-me aproveitar para experimentar a novidade da cidade. o funicular dos guindais (mental note: o meu dicionarios diz-me que funicular: que é formado ou puxado por cordas ou cabos; (...) ascensor. será que há alguma diferença entre elevador e funicular ou é mesmo só para dar um toque turistico à coisa?)
bem, a primeira observação é que não achei nada de fantástico... ainda para mais a coisa é rápida e quase metade do tempo é passado no pequeno tunel que nos leva para a saída em frente à policia. certamente que o impacto será maior na descida... aquele momento em que tudo desaparece da nossa frente e começamos mesmo a descer deve ser arrepiante, mas de qualquer forma aquilo parece-me um bocado destinado a ser mais um equipamento que daqui a pouco tempo será posto de lado. pelos carris que estão junto à saída julgo que foi pensado ter ligação ao eléctrico que nos levaria pela batalha, 31 de janeiro e daí de volta à ribeira(?) ou para a cordoaria mas como não estou a ver isso concretizado rapidamente fica o funicular como uma atraçãozita turistica para portuense ver.
Publicado por vitorsilva às 09:58 AM
julho 17, 2004
Angry Youth Comix
ainda não li nenhum mas parece ser interessante
Johnny Ryan is the most acclaimed humor cartoonist to burst on the comics scene since Peter Bagge (who neatly provides an introduction to this volume) redfined the genre with Hate in the late-’80s.
http://www.fantagraphics.com/artist/ryan/ryan.html
http://www.fantagraphics.com/artist/ryan/youth1_gal/ay1.html?ItemNumber=ang2.1&JumpTo=/artist/ryan/ryan.html
Publicado por vitorsilva às 06:54 PM
julho 08, 2004
"La libertad no debería ser el valor máximo"
http://revista.consumer.es/web/es/19991001/entrevista/
¿Qué opinión le merece un concepto, hoy tan poco específico y universalmente alabado como la libertad?
Para mí es un error convertir a la libertad en el máximo valor social, o dicho de otro modo, la convicción de que no hay otro valor superior. Según esta máxima, no tendría que pagar impuestos para combatir la desigualdad porque soy libre de hacer lo que me plazca.Valores como la justicia, la igualdad o el amor, por ejemplo, estarían, así, supeditados a la libertad, y yo creo que están por encima. Además, el ser humano no es libre: nace en el seno de una familia y con unos condicionamientos físicos y sociales. Lo verdaderamente importante es la liberación, por ejemplo, de las situaciones de miseria o de las políticamente injustas. Y en cuestiones más individuales, creo fundamental liberarse de cuestiones como el miedo, la agresividad o la sexualidad obsesiva. Para mí, lo importante es el concepto de autonomía, esto es, yo decido mis objetivos evaluando todas las circunstancias y luego elijo confraternizar y colaborar con otras personas. En definitiva, yo limito mi libertad porque me parece bueno compartir mi vida con otras personas.
Publicado por vitorsilva às 12:22 PM
julho 01, 2004
definitivamente alter-globalização
quando posso ver as fotos que a minha irmã tirou no dia anterior e me enviou por email desde o interior de África, quando posso falar por telemovel com o meu tio que está em trás-os-montes, quando posso escolher em casa a loja online que vende o livro mais barato, quando em segundos sei o que se passa no fim do mundo ou no fim da rua, como posso ser contra a globalização no que ela tem de bom? eu acho que é impossível.
no entanto não tenho como adquirido que a forma como esta globalização está a ocorrer é a melhor, seja a nivel económico, social ou ambiental e obrigado Peter Singer por neste livro "Um Só Mundo: A Ética da Globalização" demonstrares isso mesmo.
O título do livro reflete exemplarmente a mensagem do livro. O mundo é um só e os seus problemas têm que ser pensados de uma forma global, "think global, act local" já diziam os ambientalistas nas décadas de 70/80 e cada vez mais essa necessidade é visivel.
Peter Singer divide o seu pensamento em quatro áreas: ambiente; economia; lei; comunidade; e para além de demonstrar a necessidade de pensar cada uma dessas áreas de forma global/mundial, demonstra também como elas se interligam entre si.
O livro pode por vezes parecer demasiado académico com a profusão de exemplos e referências a outros artigos ou livros mas a explanação exaustiva destes temas agradou-me pessoalmente, já que abordou questões que eu já me tinha posto mas que nunca tinha conseguido responder, nomeadamente a questão do poluidor/pagador, como equilibrar a relação direitos humanos / tradições culturais, relações (normalmente tortuosas) entre economia / ambiente, etc.
brevemente voltarei a este livro, sem dúvida de leitura obrigatória.
Publicado por vitorsilva às 10:53 PM