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junho 24, 2004

oliveira

Esta oliveira, bimilenária, pode admirar-se no Concelho de Tavira, Freguesia de Santa Luzia, aldeamento turístico das Pedras D´El-Rei, local antiquíssimo muito próximo da povoação Balsa e onde se têm encontrado muitos vestígios dos povos primitivos e nomeadamente de gregos e romanos.
A oliveira é muito grande. Apresenta uma copa com uma altura de 7,70m ; o diâmetro maior mede 11,80m e o menor 9,82m. O tronco, todo esburacado, tem uma altura de 1,52m de altura e o diâmetro mede 3,60m na base e 2,42 à altura do peito. São precisos 5 homens para abraçar o perímetro deste tronco que mede 7,75m apresentando uma coroa circular como se de uma porta se tratasse com 40cm de largura dando entrada para uma "sala" circular com 1,30m de diâmetro. Ao lado desta porta desenvolveu-se um zambujeiro, planta espontânea em que é usualmente enxertada a oliveira.
Esta oliveira é uma das 142 árvores, isoladas, que estão classificadas pela Direcção-Geral das Florestas como de interesse público.
Lamego alberga a segunda árvore mais velha, do nosso país: um castanheiro («castanea sativa miller») com 742 anos, que sobrevive, em muito mau estado e pertence à Irmandade da Senhora dos Remédios.
Bragança tem uma árvore com 700 anos --- é a terceira mais idosa do País e pertence à espécie «taxus baccata». O proprietário deste exemplar é o Albergue Distrital de Bragança.
Na Guarda, há 517 anos que existe um castanheiro, («castanea sativa miller»), ainda hoje em bom estado, pertença da Junta de Freguesia de Pêra do Moço.
(retirado daqui)

Publicado por vitorsilva às 06:01 PM

junho 11, 2004

Passear no Shopping

Exposição "Campo Português" presente no Silo - Norteshopping
Hans van der Meer

"(...) Normalmente prefiro fotografar jogos das divisões inferiores. Os amadores podem ter menos talento, mas compensam esse facto com uma enorme paixão pelo jogo. Os dramas dentro das quatro linhas são reais, pois são o resultado de frustrações e sonhos por realizar. Houve sempre um momento nas vidas destes jogadores em que tiveram de compreender que nunca chegariam a jogar na Liga dos Campeões.
Ao trabalhar neste projecto no Porto e arredores, senti que aqui se respira futebol em todo o lado. Também neste canto da Europa existe uma longa tradição de futebol, com os seus campos característicos. Gostei sobretudo dos que ficam no meio de um bairro, que fazem esquina com a casa onde vive a familia do senhor que trata do campo, e onde a roupa é lavada e se põe a secar.
A importância destes lugares na vida social dos bairros é enorme. Esperemos que os especuladores imobiliários percebam também que estes metros quadrados significam muito mais do que apenas mais uns zeros nas suas fortunas."

Publicado por vitorsilva às 11:57 AM

by night


mustek gsmartmini3
brilho e contraste aumentado
cortei um bocadito em baixo par nao ter tanto alcatrao
recomendo visualização em monitor tft fatela.

Publicado por vitorsilva às 11:48 AM

junho 07, 2004

centi(metro)

ontem cumpri o meu dever de portuense, fui dar uma voltinha no metro para ver o novo troço trindade-estadio do dragom e acho que percebi a razão dos assobios ao zé manel no dia anterior. é que ainda estava tudo nos últimos arranjos.
estações a cheirar a pó que doía, sinalética ainda por colocar, passeios por arranjar, uma ou outra escada rolante por funcionar... costuma-se dizer que quem quer se respeitado dá-se ao respeito... pois não é com estas iniciativas de inaugurações fora de tempo que se ganha o respeito das pessoas... e tu rio, sempre tão certinho e alinhaste nesta inauguração da treta?
continuando...
alguma sinalética pareceu-me um pouco insuficiente... as indicações da saída num verde esbatido sob parede cinzenta clara ou azulejo mais ou menos do mesmo tom não me convencem mas temos também um momento de humor na estação da trindade (ligeiramente arrumada) com um placard onde devia dizer cais um mas alguém pos o "a" ao contrario e lê-se ceis um. será uma referência subliminar a algum jogo de futebol memorável?
a estaçao do campo 24 de agosto é uma desilusão... espero que não seja só aquilo, isto é, 3 vitrines mal amanhadas sem iluminação com umas peças de cerâmica e uma arca de água interessante sim mas que parece que tanto podia estar ali como noutro sitio qualquer.
a estação do dragão é interessante com muita luz e uma espécie de anfiteatro curioso. realmente, para quem puder, vai valer a pena passar a ir aos jogos de metro.
claro que não dá para comparar as estações do (centi)metro do porto com as do metro de lisboa. pelos vistos cá para cima apostou-se num minimalismo (que até acho que resulta) agradável (ou então não havia dinh€eiro) enquanto que na capital temos na maior parte das vezes uma componente artistica muito vincada.

Publicado por vitorsilva às 12:04 PM

junho 06, 2004

direitos

Penso que foi no livro “no logo” que me apercebi do potencial conflito entre dois direitos fundamentais e que estão impressos na nossa constituição: o direito à propriedade privada (art. 62) e o direito de reunião e manifestação (art. 45), capacidade civil, (...) cidadania (art. 26).
A questão punha-se quando era necessário avaliar qual o direito que se iria defender quando por exemplo alguém decidia manifestar-se contra um ex-empregador em frente à sua loja num shopping e era impedida pela segurança interna desse shopping.

De uma forma muito simples a pergunta é: será mais importante a propriedade privada que (embora não venha definido na constituição deve ser algo como isto) permite a uma pessoa dispor de algo que é seu como muito bem lhe aprouver; ou será mais importante salvaguardar o direito de manifestação e cidadania?
É uma pergunta complicada à qual eu não tenho resposta, apenas opinião... não sou especialista na matéria e gostava que mais alguém se pronunciasse.
Vem isto a propósito do texto impresso no verso dos bilhetes do euro: “é proibido no estádio e imediações usar, possuir, segurar, oferecer para venda, quaisquer materiais políticos, promocionais, comerciais ou objectos perigosos (...).”
Se eu percebo que não convém andar a distribuir objectos perigosos e até admito que a venda de outros objectos promocionais ou comerciais possa ser restringida já que naturalmente aquele espaço é um espaço fundamentalmente com uma função comercial (ainda há alguém que ache que é só pelo desporto-rei que se investem milhões na bola?) não consigo perceber porque razão eles têm o direito de restringir um dos meus direitos individuais fundamentais: a manifestação de opiniões políticas.
Parece-me que entre estes dois direitos, aqueles que deveriam prevalecer deveriam ser os referentes às liberdades de expressão na medida em que reflectem algo que é mais intrínseco ao ser humano, isto é a sua capacidade de análise e formulação de opiniões, aliás tal como vem expresso na declaração universal de direitos humanos logo no primeiro artigo: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais e dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”
Embora não tenha nenhuma teoria capaz de suportar isto parece-me de óbvio senso comum a defesa de que o direito à liberdade de expressão precede e portanto deve predominar sobre o direito à restrição destas capacidades por via da propriedade privada.
Porque razão não posso ir ao jogo inaugural do euro com uma bandeira onde em vez de dizer “Força Portugal” (hmm... será que me iam deixar entrar... afinal de contas é o slogan do PSD) dizia por exemplo “Obrigado Bush”?

Publicado por vitorsilva às 12:07 PM

junho 04, 2004

passeio no parque

Publicado por vitorsilva às 11:50 AM

tecto2

Publicado por vitorsilva às 10:16 AM

tecto1

Publicado por vitorsilva às 10:16 AM