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abril 27, 2004

onanismo

ainda há pouco tempo ouvi o antónio pinho vargas, referindo-se a alguma música contemporânea, que ela não era mais do que uma masturbação intelectual dos autores e se calhar é assim que devemos olhar para the brown bunny.
autobiográfico, narcisico ou egocêntrico, não sei bem qual a palavra que melhor se aplica, este filme mostra-nos mais um bocado de vincent gallo.
de uma forma muito simplista, depois de buffalo 66 e a sua depressiva relação com a familia e a sua cidade, agora temos vincent gallo e a sua depressiva relação com as mulheres e com a familia...
muito boa a fotografia (será que ele é apreciador das lomo?) embora por vezes ficasse a sensação que em vez de um filme estavamos a ver um conjunto de fotografias (muito boas) que tinham umas animações entre elas.
também gostei da perspectiva de américa que nos é mostrada pelos bairros e estradas do país , muito longe do glamour de qualquer blockbuster mixuruca onde está sempre tudo a brilhar.
claro que tudo isto ganha um novo significado quando ao nosso lado temos alguém que durante o filme vai dizendo: que seca, que cena estúpida, que nojo de filme, ainda falta muito? :D
mais informações e outras opiniões aqui

Publicado por vitorsilva às 10:03 AM

Instituições Europeias 8/8

O Comité das Regiões é outro comité de natureza consultiva, composto por representantes das colectividades regionais e locais. Exprime, a nível europeu, os interesses das regiões. A sua composição é idêntica à do Comité Económico e Social.

Publicado por vitorsilva às 09:43 AM

abril 22, 2004

scrollbars

de entre os diferentes componentes de interface este deve ter sido aquele que mais irritou os designers que se aventuraram na produção de interfaces. Por um lado era bastante intrusivo já que, no caso do html, estava sempre presente no browser, e por outro lado, nesse mesmo ambiente html, era (e em grande parte continua a ser) pouco costumizável naquilo que, infelizmente, muitas vezes é o principal objectivo do designer: a estética.
felizmente outras alternativas surgiram, como o controlo via programação do scroll, ou a criação de componentes flash que simulam o comportamento da scrollbar.
Pareceria portanto que o problema estava resolvido e não haveria mais nada a dizer... mas vamos dar uma olhada ao requisitos base das scrollbars e como foram implementados por 2 sistemas operativos bastante representativos: windows e mac.

objectivo
o scrolling existe para permitir, a um utilizador, ver partes de um determinado objecto que não cabem na janela actual e por isso não estão totalmente visiveis num dado momento.

caracteristicas
- scroll arrow;
- scroll box (win) / scroller (mac);
- scroll bar shaft (win) / scroll track (mac osx) ou gray area (mac os7).

Mac Win

funcionalidades
- indicação do local onde estamos no documento - a posição da scroll box indica em que posição estamos no documento; quanto mais acima estiver a scroll box mais perto do inicio do documento estamos;
- mover conteudo uma linha(1) de cada vez - as scroll arrows (ou as setas do teclado, ou em alguns ratos com scroll) permitem mover um documento na direcção da seta uma linha a cada clique;
- mover conteudo uma página(2) de cada vez - o clique na scroll bar shaft (ou teclas page up/page down, ou em alguns ratos com scroll) permite mover rapidamente o documento uma página de cada vez para cima (se clicarmos acima da scroll box) ou para baixo (se clicarmos abaixo da scroll box);
- mover conteudo para uma qualquer posição - o arrastar da scroll box para cima ou para baixo leva o documento para uma qualquer posição;
- indicação do tamanho do documento - o tamanho da scroll box reflete a relação entre o conteudo visivel e o tamanho total desse conteudo; quanto menor for a scroll box, maior será esse conteúdo;

localização habitual
outra questão que por vezes se coloca é relativa à localização da scrollbar.
tipicamente habituamo-nos a vê-la à direita ou por baixo do conteudo, o que no caso das linguas que são escritas da esquerda para a direita parece contrariar um bocado a regra base de não obrigar os utilizadores a não ter que deslocar o rato para longe do local onde ele está localizado. a explicação para esta aparente contradição é muito simples. simplesmente o ecran é visto pelo utilizador como uma extensão do real, e assim
se ele tivesse que seleccionar uma scrollbar do lado esquerdo do ecran teria (no caso de ser dextro) que por o seu braço (virtual) por cima do conteudo que estivesse visivel. uma situaçao que se verificaria na realidade no caso de um interface que usasse um ecran tactil.

mais uma questão curiosa
a direcção das setas. neste momento parece-nos obvio que a seta de cima nos permita levar para o inicio do documento e a de baixo para o fim, no entanto alguns interfaces antigos recorriam a outra metáfora e tinham a seta de cima a apontar para baixo (embora tendo a mesma funcionalidade que as scroll bars actuais). para perceber a razao de ser desta opção basta pensarmos que temos uma janela estática com um documento a rolar por baixo. assim quando clicamos na seta de cima o que estamos a fazer é a trazer todo o documento uma linha para baixo.

investigação e desenvolvimento
e que possiveis melhoramentos podem ser introduzidos neste componente base de qualquer interface? o som é certamente uma das dessas possíveis melhorias havendo ja inclusive estudos sobre como essa integração poderia ser feita e que pode passar por emitir sons diferenciados consoante se anda linha-a-linha/página-a-página para baixo ou para cima permitindo uma melhor identificação do local do documento em que o utilizador se encontra.

finalmente
a questão dos ratos com scroll incorporado, os métodos tradicionais de "subversão" da corriqueira scrollbar esquecem-se ou não conseguem implementar esta caracteristica a que muitos já se habituaram.

notas finais
embora as scrollbars tenham todas estas caracteristicas que enumerei, a necessidade de as incluir totalmente num componente que tente emular uma scrollbar pode ser discutivel já que elas podem eventualmente não ser absolutamente fundamentais para o objectivo do projecto de interface que se quer construir.
no entanto é necessário conhecer essas funcionalidades de forma a poder avaliar se elas podem ser descartadas ou não.
 
(1) - onde se diz linha deve-se ler unidade, por exemplo num processador de texto pode ser uma linha, num programa de tratamento de imagem pode ser um pixel, numa folha de cálculo pode ser uma linha
 
Referências
Apple Human Interface Guidelines > Windows > Window Behavior > Scrolling Windows (http://developer.apple.com/documentation/UserExperience/Conceptual/OSXHIGuidelines/XHIGWindows/chapter_16_section_4.html#//apple_ref/doc/uid/20000961/TPXREF26)
Official Guidelines for User Interface Developers and Designers >  Windows Interface Components >  Windows > Basic Window Operations (http://msdn.microsoft.com/library/en-us/dnwue/html/ch07d.asp?frame=true)
Hands across the screen: why scrollbars are on the right and other stories (http://www.comp.lancs.ac.uk/computing/users/dixa/papers/scrollbar/)
Sinister Scrollbar in the Xerox Star Xplained (http://www.comp.lancs.ac.uk/computing/users/dixa/papers/scrollbar/scrollbar2.html)
Why are the scrollbar placed at the righthand side of the document frame? (http://groups.google.com/groups?threadm=3DB69310.9060803%40isg.cs.uni-magdeburg.de&rnum=1)
Auditory-enhanced scrollbar - (http://www.dcs.gla.ac.uk/~stephen/papers/CHI94.PDF)
Windows Mobile >  User Interface Guidelines >  UI Guidelines >  UI Elements and Controls > Scroll Bars (http://msdn.microsoft.com/library/en-us/ui_guide_ppc/htm/Scroll%20Bars.asp?frame=true)

Publicado por vitorsilva às 10:32 AM

Instituições Europeias 7/8

O Comité Económico e Social, composto por representantes das diversas categorias de interesses económicos e sociais, formula pareceres consultivos para as instituições, nomeadamente no âmbito do processo legislativo.
O Tratado de Nice precisa que o Comité deve ser composto por representantes das diversas componentes da sociedade civil organizada. O número de membros do CES foi limitado a um máximo de 350, o que permite manter o mesmo número de lugares de que dispõem actualmente os Estados-Membros, que no caso de Portugal, são 12 lugares.

in "As Instituições e Órgãos da União Europeia"

Publicado por vitorsilva às 10:00 AM

abril 21, 2004

Instituições Europeias 6/8

O Tribunal de Contas assegura o controlo das contas da Comunidade: examina a legalidade e a regularidade das receitas e despesas do orçamento comunitário e garante a boa gestão financeira. Actualmente, o Tribunal de Contas é composto por quinze membros, nomeados pelo Conselho deliberando por unanimidade, por um período de seis anos, renovável. Estes quinze membros dirigem as actividades de controlo dos agentes do Tribunal de Contas e elaboram relatórios e pareceres.
O Tratado de Nice estabeleceu que o Tribunal de Contas será composto por um nacional de cada Estado-Membro. Estes membros serão nomeados pelo Conselho por maioria qualificada, e já não por unanimidade, para um mandato de seis anos.

in "As Instituições e Órgãos da União Europeia"

Publicado por vitorsilva às 10:40 AM

abril 20, 2004

Instituições Europeias 5/8

O Tribunal de Justiça assegura o respeito do direito comunitário. As suas competências abragem os litígios entre os Estados-Membros, a União e os Estados-Membros, entre as instituições e entre os particulares e a União. Tem também competência para responder a questões de interpretação do direito comunitário colocadas por um tribunal nacional, no âmbito de um litígio pendente nessa instância. Esta última competência, "prejudicial", é essencial para assegurar uma interpretação uniforme do direito comunitário em toda a União.
Paralelamente ao Tribunal de Justiça foi instituído, em 1989, um Tribunal da Primeira Instância, encarregado de exercer, em primeira instância, algumas das competências conferidas ao Tribunal de Justiça.

in "As Instituições e Órgãos da União Europeia"

Publicado por vitorsilva às 12:51 PM

abril 19, 2004

xmas


directamente dos arquivos da a+b um bocado do nosso postal de natal de 2000

Publicado por vitorsilva às 09:54 PM

essays on design1

compilação de ensaios, entrevistas e conversas de diversos membros da
Alliance Graphique Internationale como Saul Bass, Armin Hofmann, Takenobu Higarashi, Wolfgang Weingart, etc. aqui discorre-se sobre o papel social do designer, ensino de design e sobre o papel de outros designers. muito interessantes o artigos sobre a Bauhaus (The Bauhaus Vision, Félix Béltran), as visões pessoais de vários designers sobre a sua profissão (Transforming the Ordinary, Saul Bass; What I Think about graphic design) e algumas perspectivas históricas (Graphic Design in
Italy: from the sixties to the eighties, Mimmo Castellano)
mais informações aqui

Publicado por vitorsilva às 09:42 PM

abril 18, 2004

Instituições Europeias 4/8

A Comissão foi criada para representar, com toda a independência, o interesse europeu comum a todos os Estados-Membros da União. No domínio legislativo, a Comissão é o motor: propõe as "leis", que são depois transmitidas ao Parlamento Europeu e ao Conselho para decisão.
A Comissão assegura a aplicação das políticas comuns (como a política agrícola comum, por exemplo), executa o orçamento e gere os programas comunitários. Para a execução concreta das políticas e programas comunitários, a Comissão apoia-se largamente nas administrações nacionais.
No plano exterior, a Comissão representa a Comunidade e conduz as negocioções internacionais (por exemplo, as negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio - OMC). Por último, a Comissão vela pela aplicaçao boa aplicação das disposições do Tratado e das decisões das instituições comunitárias, por exemplo no domínio da concorrência.
A Comissão é responsável colegialmente perante o Parlamento Europeu. As suas decisões são tomadas por maioria simples dos seus membros.
Desde o início, a Comissão foi sempre constituída por dois nacionais dos Estados-Membros com maior população e por um nacional de cada um dos outros Estados-Membros.

in "As Instituições e Órgãos da União Europeia"

Publicado por vitorsilva às 07:00 PM

renovação toponimica

A camara do porto começou a renovar as placas toponímicas das ruas da cidade.
Acessório normalmente esquecido mas que é de grande importância para quem chega a uma cidade que não conhece ou mesmo para quem vivendo nessa cidade não conhece os nomes das ruas.
Os requistos fundamentais deste tipo de peça são, para mim, a (óbvia)
identificação do local (arruamento, praça, etc.), a fácil localização da placa informativa por quem a procura, facilidade de leitura, para além de outros como resistência do material ao passar dos anos (já que pelo que vemos nas placas antigas, é algo que não irá ser substituido nos proximos largos anos).
Infelizmente acho que a opção adoptada não responde minimamente as requisitos que apontei. Tirando a identificação propriamente dita e que ainda
inclui alguma informação util sobre o nome do local (por exemplo rua do almada - governador do porto do sec xvii) e a eventual resistência do material (que não posso avaliar) tudo o resto é sofrível.
em relação à facilidade de localização da placa, embora ela esteja onde esperamos que esteja uma placa toponimica, a cor optada não permite uma fácil distinção deste elemento do que a rodeia. percebe-se a opção pela cor verde, afinal é a cor da bandeira do município, mas o facto do porto ser reconhecidamente uma cidade escura não facilita sequer a verificação rápida da existência dessa placa.

por outro lado a opção por uma tipografia serifada, se bem que transmita uma maior dignidade à placa, ainda mais com o verde e os apontamentos de dourado/castanho que aparecem no topo da placa e na descrição do local, não me parece a melhor escolha na medida em que o tamanho com que essa tipografia é utilizada é tão pequeno que a placa quase não tem leitura para quem anda a pé (experimentem estar do outro lado da rua) quanto mais para quem vai de carro e ao mesmo tempo que procura pela placa, a tenta ler e perceber o que lá diz, tem que estar atento ao trânsito.
resumindo, parece-me uma oportunidade perdida para melhorar a nossa cidade.

Publicado por vitorsilva às 06:39 PM

abril 17, 2004

Instituições Europeias 3/8

O Conselho é a instituição da União em que estão representados os governos dos Estados-Membros. Juntamente com o Parlamento Europeu, é o legislador comunitário e um dos dois ramos da autoridade orçamental. É a instituição preponderante em matéria de decisões no domínio da Política Externa e de Segurança Comum e de cooperação policial e judiciária em matéria penal.
O Conselho é constituido por um representante de cada Estado-Membro a nível ministerial (por exemplo, os ministros da Agricultura no que se refere ao Conselho que deve tomar decisões no domínio da política agrícola comum).
É presidido pelo ministro do Estado-Membro que assegura a presidência da União.
Todos os Estados-Membros da União exercem essa presidência durante seis meses, de acordo com um ordem pre-estabelecida.

in "As Instituições e Órgãos da União Europeia"

Publicado por vitorsilva às 02:59 PM

abril 16, 2004

Instituições Europeias 2/8

O Parlamento Europeu é a instituição em que estão representados os cidadãos dos estados-membros. Em muitos domínios o Parlamento tem um papel de co-legislador (paralelamente ao Conselho). Juntamento com o Conselho é igualmente a autoridade orçamental. Exerce o controlo político da Comissão.
Os deputados do Parlamento Europeu, eleitos por sufrágio directo desde 1979, não estão agrupados em delegações nacionais, mas em grupos políticos.
De acordo com o tratado de Nice, Portugal tem 22 lugares no PE. Tantos como a Bélgica e Grécia, pouco menos que os Países Baixos (25) e pouco mais que a Suécia (18) e Áustria (17). A Polónia será dos novos estados-membros aquele que irá ter direito a mais lugares (50 lugares).
No final de todas as adesões, o Parlamento Europeu terá 732 deputados.

in "As Instituições e Órgãos da União Europeia"

Publicado por vitorsilva às 02:19 PM

abril 15, 2004

Instituições Europeias 1/8

Parlamento Europeu
Conselho
Comissão
Tribunao de Justiça
Tribunao de Justiça
Tribunal de Contas
Comité Económico e Social
Comité das Regiões

Publicado por vitorsilva às 02:18 PM

abril 13, 2004

Belleville


boa historia, bons desenhos, boa banda sonora
mais bd animada que filme de animação... digo eu... que nao percebo nada disto.
gostei como a animação tradicional foi integrada (pareceu-me) com alguns apontamentos de animação digital
a história é divertida no seu estilo surreal e um bocado tétrica :D
recomendo

mais info aqui e aqui

Publicado por vitorsilva às 02:24 PM

abril 02, 2004

tensão #2

Publicado por vitorsilva às 03:43 PM

abril 01, 2004

tensão #1

Publicado por vitorsilva às 03:41 PM